Verão nas estradas: saiba qual o impacto das altas temperaturas sobre os pavimentos

Verão nas estradas: saiba qual o impacto das altas temperaturas sobre os pavimentos

No verão, o fluxo nas estradas se torna muito mais intenso, graças ao período de férias. Esse fator, por si só, representa um motivo para cuidado redobrado nas estradas. Por outro lado, as condições climáticas da estação também são outros elementos a se observar nos primeiros meses do ano, uma vez que o calor e o regime de chuvas são mais intensos. Além dos motoristas, as próprias estradas também sofrem com essas interferências. No post de hoje, veja como as altas temperaturas interferem no comportamento do pavimento.

Revestimentos asfálticos são escuros, e por isso absorvem muito calor – o pavimento chega a armazenar mais de 80% da energia proveniente da radiação solar. Assim como qualquer elemento, o asfalto dilata quando exposto a elevadas temperaturas e, no Brasil, há períodos e regiões em que a temperatura supera facilmente os 30ºC. Nesse processo de dilatação e contração, podem ocorrer fissuras e rachaduras que prejudicam o nível e o alinhamento do pavimento das vias.

Depois dessas agressões causadas pelo calor, as chuvas, também comuns durante o verão, podem ter outros impactos no pavimento já fragilizado. As rachaduras favorecem a infiltração da água por baixo do asfalto, o que pode ocasionar um descolamento. Com o tempo, esse desgaste pode gerar outros tipos de patologia do asfalto, como buracos pequenos ou grandes crateras, caso não sejam realizados procedimentos adequados de manutenção.

Como evitar o desgaste e prolongar a vida útil do pavimento?

A durabilidade do pavimento de uma rodovia está diretamente ligada a três elementos principais, que dizem respeito sobretudo às fases de elaboração do projeto. O primeiro deles está ligado à qualidade da estruturação, que deve especificar quais camadas do pavimento são necessárias de acordo com as condições locais e com o volume de tráfego. Em segundo lugar, está a execução rigorosa das obras, com monitoramento adequado da qualidade dos serviços e materiais utilizados.

Em terceiro lugar, está a necessidade de manutenção preventiva e corretiva do pavimento, essencial para evitar que uma patologia simples evolua para um problema estrutural, com custos de correção muito mais elevados. Uma maneira de aumentar a durabilidade do pavimento e reduzir o tempo de manutenção consiste no uso de selantes asfálticos, que impermeabilizam o pavimento e fornecem proteção contra os raios ultravioleta (UV).

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HWD é empregado em levantamento deflectométrico no Aeroporto Tom Jobim

Para assegurar a preservação do pavimento e garantir a aplicação eficiente dos recursos, a Dynatest disponibiliza equipamentos de alto desempenho e softwares com tecnologia avançada que permitem coleta de informações de parâmetros estruturais e funcionais dos pavimentos de forma automatizada. Uma recente aplicação dessa inteligência se deu no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro – RJ, com o levantamento deflectométrico do pavimento aeroportuário, utilizando o Heavy Weight Deflectometer (HWD).

O HWD é reconhecido mundialmente como um equipamento eficiente para avaliar a capacidade de cargas de pavimentos rígidos e flexíveis em estradas e aeroportos. Desenvolvido pela Dynatest International, o equipamento é o primeiro do gênero disponibilizado comercialmente, com capacidade muito superior ao Falling Weight Deflectometer (FWD) em relação à aplicação de cargas.

O projeto, executado em dezembro do ano passado, consistiu em levantamentos para caracterizar as condições estruturais dos pavimentos do Aeroporto Tom Jobim. O objeto de estudo foram as cabeceiras em concreto de Cimento Portland 15/33 da pista de pouso e decolagem –medindo 315 e 151 metros, respectivamente. O trecho total de pavimento asfáltico analisado foi de 2.714 metros de comprimento.

O levantamento deflectométrico com o HWD permite aplicar cargas entre 30 kN e 320 kN. O equipamento simula com maior precisão a carga de roda das maiores aeronaves em operação, tal como o Boeing 777, o Airbus 340 ou ainda o Airbus 380. “Qualquer intervenção em um pavimento gera um aumento significativo nos custos de operação e requer investimentos para sua recuperação. Por isso é tão importante que se executem análises apropriadas para levantamentos de dados precisos, eficientes e seguros”, destaca Leonardo Preussler, responsável técnico pelo relatório e sócio proprietário da Dynatest.

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Dynatest avalia condição de pavimentos no Aeroporto de Porto Alegre

No último trimestre do ano passado, a Dynatest concluiu um estudo que teve como objetivo determinar a condição funcional dos pavimentos do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre – RS. A metodologia utilizada demandou duas etapas: a primeira com o Pavement Scanner, tecnologia 3D que detecta e classifica de forma automatizada os defeitos dos pavimentos, e posteriormente o estudo de Índice de Condição do Pavimento (PCI), responsável por determinar a condição funcional dos pavimentos.

A avaliação dos pavimentos teve como norma de referência a ASTM D5340 (12 Standard Test Method for Airport Pavement Condition Index Surveys), que estabelece o PCI. Esse índice tem como objetivo caracterizar a condição de pavimentos flexíveis e rígidos a partir de inspeções de suas superfícies. Os defeitos avaliados são convertidos em valores numéricos que classificam e indicam a integridade do pavimento em uma escala que varia de 0 (pavimento em condição de ruptura) e 100 (pavimento em condições excelentes), conforme imagem abaixo.

Estudos de PCI são essenciais para a gerência dos pavimentos. É natural que o pavimento se deteriore ao longo do tempo devido ao tráfego e às intempéries. Esse tipo de metodologia, aplicada no Aeroporto Internacional de Porto Alegre, representa um instrumento valioso para identificar problemas no pavimento e tomar medidas efetivas para garantir a segurança do sistema.

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A importância da segurança de transporte em ferrovias

Para classificar um determinado sistema de transporte como seguro, é preciso avaliar se ele cumpre a sua função de forma adequada e eficaz. O transporte ferroviário é um sistema que, assim como as rodovias, também desempenha um papel estratégico para a economia brasileira, principalmente para o transporte de produtos como soja, açúcar, milho, grãos, carvão mineral e minério de ferro. A garantia da eficiência desse sistema passa, entre outros órgãos, pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).

Entre suas competências, a ANTT acompanha o desempenho das concessões das ferrovias brasileiras, realiza inspeções de campo programadas e eventuais, controla as informações encaminhadas pelas concessionárias e executa estudos junto às empresas ferroviárias e aos serviços prestados. As concessionárias, por sua vez, avaliam todo o sistema para identificar e sanar os possíveis defeitos.

Na avaliação da malha ferroviária brasileira, estão em jogo três fatores principais: a dinâmica veicular (o comportamento dinâmico do veículo), a geometria da via (topografia do terreno, com suas retas, curvas e irregularidades da superfície) e a forma de condução (relações de causa e efeito ao conduzir o trem). Tendo isso em vista, um importante meio de definir a segurança operacional é por meio do Indicador de Desempenho, formulado pela ANTT. Esse índice revela o quanto a operação de uma ferrovia é segura por meio do cálculo o número de acidentes dividido por 1.000 km.

Metodologias como essas surgiram para evitar falhas nos sistemas ferroviários, como descarrilamentos, problemas de freio ou fratura de componentes mecânicos como o eixo ou as rodas. Durante o trajeto de trens longos, todo o sistema armazena uma enorme quantidade de energia cinética, o que explica o motivo de haver uma forte preocupação a respeito desses eventos.

A Dynatest aplica a sua expertise em projetos que se ocupam de etapas como planejamento, projetos, desenvolvimento, implementação e gerenciamento de programas na área ferroviária. Nesse processo, estão inseridos também Estudos de Viabilidade de Ferrovias, que seguem diretrizes elaboradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para garantir que novas ferrovias operem de maneira viável em termos econômicos, sociais e ambientais.

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Sustentabilidade: a palavra do ano para a engenharia de transporte

A preocupação com o meio ambiente não é novidade, tanto no segmento de infraestrutura de transporte e mobilidade urbana como em todas as outras esferas da indústria. Nas últimas décadas, consumidores e usuários passaram a se conscientizar sobre produção e consumo sustentável, e a cobrar que as empresas tenham um posicionamento mais responsável em relação a questões ambientais. Nesta DynaNews, analisamos como essa tendência deve impactar o setor de transportes.

“Uma das premissas que devem ser assumidas por empresas responsáveis por projetos de infraestrutura de transporte é a de que os empreendimentos precisam se preocupar não apenas com a mobilidade, mas também com as questões climáticas e ambientais envolvidas”, comenta Ernesto Preussler, sócio proprietário da Dynatest. “Parte desse processo passa também por acompanhar tendências mundiais e empregar práticas inovadoras que, com uso de tecnologia de ponta, possibilitam a implementação e manutenção de vias de maneira sustentável”, completa.

A diminuição da frota de veículos particulares representa uma grande preocupação para aprimorar a mobilidade urbana. Para incentivar a mudança de comportamento nos grandes centros, é preciso que as cidades se tornem inteligentes. “Quando sistemas de informação e de comunicação são interligados, é possível planejar melhor a infraestrutura”, ressalta Ernesto. Essa ampliação da consciência sobre sustentabilidade apresenta como resultado o surgimento de diversas startups com soluções inovadoras, como aplicativos para caronas e compartilhamento de carros, além de bicicletas e patinetes disponíveis para aluguel em grandes centros urbanos do Brasil e do mundo.

Fora das capitais, há o transporte de cargas, principal meio de escoamento da produção e que, consequentemente, tem um importante papel para o desenvolvimento econômico do País. Em alguns países, caminhões autônomos estão perto de se tornar uma realidade. Nos próximos anos, é natural que esse cenário de mudanças tenha mais reflexos nas rodovias, com inovações que se relacionam com os apps popularizados nas cidades.

Tornar os sistemas de transporte inteligentes e sustentáveis passa, principalmente, pelo aprimoramento da circulação de veículos, pela exploração de fontes de energia alternativas e por um melhor aproveitamento de recursos naturais. Iluminação com uso de luz solar e pavimentos que absorvem a água das chuvas são alguns dos conceitos de “rodovias inteligentes” já estudados e aplicados em outros países. Acompanhe a DynaNews e os canais da Dynatest nas redes sociais para acompanhar as tendências do setor.

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Saiba quais são os principais equipamentos para gestão de pavimentos rodoviários

O processo de implementação, manutenção e conservação de uma rodovia requer a correta execução de uma série de metodologias. Além de interferirem diretamente na circulação de mercadorias e indivíduos, as intervenções nas rodovias envolvem investimentos que precisam ser aplicados de forma eficaz. Para garantir análises acuradas que alcancem o máximo aproveitamento dos recursos, a Dynatest realiza levantamentos de campo com a ajuda de diversos equipamentos. Conheça os principais deles:

  • Pavement Scanner

O Pavement Scanner consiste em um equipamento que utiliza linhas de projeção de laser e câmeras de alta velocidade para executar um escaneamento do pavimento de forma contínua. A radiação captura imagens do perfil transversal do revestimento e, com isso, permite avaliar seus defeitos e imperfeições. A análise dos dados e imagens coletadas pela tecnologia resultam em parâmetros de desempenho do pavimento, em conformidade com as normas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

  • Falling Weight Deflectometer (FWD)

O FWD realiza estudos para conhecer a bacia de deflexão de pavimentos rígidos e flexíveis. Essa análise ocorre a partir da simulação do impacto de uma roda em movimento sobre o pavimento, a partir da aplicação dinâmica de cargas. Trata-se do equipamento mais utilizado atualmente para avaliar a estrutura dos pavimentos de forma não-destrutiva. A sua utilização em monitoramento de rodovias confere maior confiabilidade e economia.

  • Grip Tester, Pêndulo Britânico e Mancha de Areia

Estes estudos estão relacionados à avaliação da resistência da pista à derrapagens e à aderência entre os pneus dos veículos e a pista, elemento fundamental para garantir a segurança dos usuários. O Grip Tester consiste em um equipamento que avalia a microtextura do revestimento, simulando a pior situação de atrito entre pneu e pavimento, ou seja, com a pista úmida. Com ele, é possível determinar o coeficiente de atrito (Grip Number) do pavimento analisado.

O Pêndulo Britânico também executa ensaios de resistência de superfícies úmidas à derrapagem, a partir da simulação do deslizamento do pneu a uma velocidade aproximada de 50 km/h sobre o pavimento. Os ensaios de Mancha de Areia, por sua vez, determinam a macrotextura do pavimento a partir da distribuição de um volume conhecido de material sobre o pavimento, com o auxílio de um disco. Quando se torna impossível espalhar ainda mais o material, mede-se o diâmetro do círculo formado e, assim determina-se a altura média da “mancha de areia” – a macrotextura do pavimento.

  • Perfilômetro Laser (RSP)

O Perfilômetro Laser foi desenvolvido para obter medidas automáticas de alta precisão e para realizar testes rigorosos sobre a irregularidade superficial dos pavimentos. O instrumento é instalado a um veículo, o qual coleta medidas contínuas, em velocidade de tráfego, dos perfis longitudinais e transversais do trecho em análise.

A Dynatest disponibiliza às empresas o Sistema de Gerência de Pavimentos (SGP), uma ferramenta de armazenamento e análise de dados, como uma forma de gerenciar todas essas informações coletadas durante os estudos sobre as condições do pavimento e permitir que se elabore um plano estratégico de ação.

Quer saber mais? Fale com nossos especialistas: contato@dynatest.com.br.

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