Como funciona o FWD (Falling Weight Deflectometer)

Como funciona o FWD (Falling Weight Deflectometer)

Equipamento oferecido pela Dynatest, o FWD (Falling Weight Deflectometer) avalia a bacia de deflexão de pavimentos rígidos e flexíveis. Ele é construído sobre um sistema de reboque e possui uma tecnologia que simula o impacto de uma roda em movimento por meio da aplicação dinâmica de cargas.

Em seu interior, o FWD possui um conjunto de massas em queda livre, a partir de uma altura preestabelecida, que atuam sobre um sistema de amortecedores de borracha. Sua base resistente auxilia na transmissão de impacto sobre uma placa circular apoiada sobre o pavimento.

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A deflexão recuperável, formada na superfície do pavimento (bacia de deflexões), é obtida por meio de sete geofones – ou seja, transdutores de velocidade – instalados na placa de carga e distribuídos ao longo de uma barra metálica. Para apresentar a geometria completa da bacia de deflexão, as distâncias entre os geofones e o centro da placa de carga são posicionadas de forma que os deslocamentos reflitam o comportamento e deformabilidade das diversas camadas do pavimento.

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O ensaio do FWD dura cerca de um minuto e pode ser executado em todas as faixas de tráfego da rodovia e em qualquer espaçamento desejado. Os resultados, combinados com as espessuras e os tipos de materiais das camadas do pavimento, podem ser utilizados na determinação dos módulos de elasticidade in-situ da estrutura. A partir do relatório, é possível identificar a necessidade de reforços estruturais. Essas informações podem ser utilizadas em análises para determinar a capacidade de suporte, estimar a vida remanescente e as necessidades de recuperação do pavimento.

Vantagens do FWD

  • Equipamento de ensaio não destrutivo;
  • Operado por apenas um técnico;
  • Precisão e rapidez (até 60 ensaios/hora);
  • Ampla faixa de carga: FWD (7-120 kN);
  • Adaptado para diversos tipos de pavimentos, variando desde estradas de terra até pistas de aeroporto;
  • Excelente precisão;
  • Ideal para sistemas mecanísticos e analíticos de dimensionamento.

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O que é CQP e qual sua importância?

Além de prezar pela segurança, os projetos rodoviários precisam oferecer as melhores condições de infraestrutura para oferecer uma boa experiência aos usuários, o que demanda acompanhamento contínuo das diretrizes de qualidade técnica e econômica. Por isso, é essencial contar com uma consultoria especializada em serviços como o CQP: Controle de Qualidade de Projeto.   

Leia mais: Entenda o que é o SGP (Sistema de Gerência de Pavimentos)

O CQP é uma etapa importante que avalia as particularidades de cada planejamento, o que garante o andamento de processos e atividades, desde o gerenciamento do orçamento até o cumprimento de parâmetros técnicos. A ação identifica eventuais necessidades de adequações e otimizações ainda na fase de projetos, o que evita prejuízos com obras adicionais.

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A execução do projeto é realizada por meio de diversos processos, incluindo testes, ensaios de campo e de laboratório, seguindo as normas exigidas em cada cenário. Por isso, é necessária a atuação de uma equipe com expertise em projetos que necessitam de controles geométricos e tecnológicos, por exemplo.

Confira abaixo 6 atividades de CQP (Controle de Qualidade de Projeto) realizadas pela Dynatest:

  • Vistoria do local das obras, realizada por equipe multidisciplinar;
  • Análise conceitual dos projetos, indicando pontos de atenção e oportunidades de melhoria sob os aspectos técnicos e econômicos;
  • Análise das investigações geotécnicas e demais levantamentos realizados em campo;
  • Validação de parâmetros, metodologias de cálculo e dimensionamento de cada uma das disciplinas de projeto rodoviários pertinentes;
  • Avaliação de interferências com infraestruturas existentes/projetadas;
  • Revisão dos quantitativos e orçamentos apresentados no projeto.
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Brasil, um país de rodovias

O Brasil é conhecido por ser um país de investimentos contínuos no transporte rodoviário, sendo o principal modal utilizado para transportar cargas por toda a sua extensão territorial.

Atualmente, mais de 62% de todo o sistema de transporte brasileiro é rodoviário, e 58% das cargas que são transportadas utilizam o meio rodoviário, ou seja, o setor rodoviário brasileiro é especialmente importante pela grande participação que detém no transporte de cargas.

História das rodovias

O rodoviarismo no Brasil é uma aposta desde o início do século XX. Ainda em meados dos anos 1920, o então governador do Estado de São Paulo, Washington Luis, fez a seguinte afirmação: “Governar é fazer estradas”. Foi ele o responsável por projetar e modernizar estradas no interior do estado e para o litoral, em direção ao Porto de Santos.

Mas foi durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) que o rodoviarismo foi implementado de maneira incondicional. A intenção do então presidente da república era, com a implementação da capital em Brasília, integrar o país de norte a sul por meio das rodovias.

A partir daí, o investimento em rodovias por todo o território nacional só cresceu. De 8.675 km em 1960, a malha rodoviária federal pavimentada cresceu para 47.487 km em 1980.

Grandes obras

O Rodoanel Metropolitano de São Paulo, chamado de Mário Covas, é uma das obras rodoviárias mais relevantes da América Latina, e um exemplo da importância das rodovias bem planejadas e executadas para o fluxo das estradas no país.

A obra, que é resultado de um Termo de Compromisso entre a união e o estado de São Paulo e o Consórcio Dynatest / Pacs, se destaca não só pela construção de alta complexidade, mas principalmente pelo impacto positivo na logística que beneficia a sociedade.

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Entenda mais sobre o serviço de duplicação de rodovias

O transporte rodoviário é o meio de transporte mais utilizado no Brasil, correspondendo a 58% do total. Além disso, 75% do escoamento de mercadorias em território brasileiro é feito pelas rodovias. Sendo assim, é imprescindível que o desenvolvimento, implantação e manutenção de obras rodoviárias sejam planejadas com a seriedade e qualidade necessárias. Dentro de melhorias possíveis está o serviço de duplicação de rodovias. Entenda mais sobre a importância e benefícios deste tipo de empreendimento, também oferecido pela Dynatest Engenharia.

Com o objetivo de proporcionar maior fluidez de tráfego, segurança e conforto aos usuários e durabilidade à rodovia existente, o projeto de duplicação precisa seguir a normas ambientais e minimizar possíveis impactos negativos no local a ser realizado, como desmatamento da vegetação local, poluição ou interferência na biodiversidade do entorno. Uma vez que a finalidade é cumprida, a obra traz benefícios socioeconômicos em seu entorno, como:

– Redução de acidentes devido ao melhor escoamento de veículos na região;

– Atração de novas empresas, por conta da logística e infraestrutura e, consequentemente, geração de empregos e desenvolvimento econômico aos moradores próximos do empreendimento.

O projeto de duplicação

A duplicação consiste na recuperação da pista existente e a implantação de uma nova. Idealmente, o projeto precisa prever a proximidade de ambas as pistas, utilizando sua faixa de domínio e minimizando interferências e desapropriações na vegetação e em áreas protegidas legalmente. A nova pista deve colaborar para a diminuição do volume de tráfego.

As fases do projeto

A construção de uma nova pista e as melhorias na pista existente envolve duas fases. A primeira é o projeto básico, e a segunda, o projeto executivo:

1.Projeto básico

Na primeira etapa, estudos preliminares são elaborados para a seleção de alternativa de traçado para a nova pista. Paralelamente, há um levantamento de dados para caracterizar as condições físicas e de operação da pista existente. A partir do diagnóstico obtido, a equipe técnica precisa pensar em soluções, como: adequações geométricas, medidas de recuperação do pavimento, do sistema de drenagem e de obras de arte correntes e especiais.

Além de questões técnicas, devem solucionar problemas de segurança, tráfego e restrições ambientais relacionadas aos aspectos legais e fisiográficos. Ao final desta fase, os profissionais precisam assegurar a viabilidade técnica e ambiental do empreendimento, além da avaliação do custo da obra e definição de métodos e prazo de execução.

2. Projeto executivo

A fase executiva é composta pelo conjunto de elementos necessários à implantação da obra. Deve detalhar a solução escolhida, fornecendo plantas, desenhos e notas de serviço de plataforma acabada que permitam a realização dos serviços previstos.

Abaixo, seguem as atividades previstas nesta etapa (além de estudos e avaliações complementares à primeira fase):

– Projeto executivo de geometria;

– Projeto executivo de terraplanagem;

– Projeto executivo de drenagem e obras de arte correntes;

– Projeto executivo de obras de arte especiais;

– Projeto executivo de túneis;

– Projeto executivo de pavimentação;

– Projeto executivo de sinalização e de dispositivos de segurança;

– Projeto executivo de remanejamento de interferências;

– Projetos executivos complementares.

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